Saúde vs Táxis

A questão é simples: o Executivo Governamental financiou este ano os taxistas em 17 milhões de euros com o seu, o meu…com o dinheiro dos contribuintes. O mesmo Governo decide cortes nos hospitais e até os medicamentos estarão constrangidos até o final do ano. Isto é governar de forma populista e irresponsável.

Após comparar estas duas decisões a pergunta é a seguinte: qual o papel do Estado? O Estado Português deveria desempenhar um papel de regulador e fiscalizador e não de constrangedor da actividade e desenvolvimento económico como é exemplo o financiamento com dinheiros públicos das empresas de táxis (sector privado). O Estado deveria sim estar, orientado para o desenvolvimento e adequação da educação ou da saúde. Neste último caso, ficou claro que assim não foi decidido.slide-5

Este desinvestimento no sector da saúde torna-se ainda mais sério se pensarmos no estado das urgências nas zonas mais populosas e na ausência de profissionais médicos em regiões mais periféricas do nosso País que obrigam todos os dias dezenas de milhares de Portugueses a percorrer longas distâncias para aceder a cuidados de saúde.

Mas o que mais me preocupa é a falta de apoios em situações extremas. Quantas famílias enfrentam momentos terríveis de saúde e estão completamente abandonadas à sua sorte. Os relatos dramáticos de famílias em que um membro enfrenta cancro e simplesmente não existe dinheiro na família para iniciar os tratamentos são mais que muitos. Aqui sim. Aqui cabe ao Estado apoiar e acompanhar quem desesperadamente necessita. A realidade é que temos uma acção social a funcionar sem recursos e o apoio…infelizmente e demasiadas vezes, chega tarde demais.

É em situações como estas que todos devemos perguntar aos Governos o porquê? O porquê de apoiar empresas de táxis (onde a fuga aos impostos é vergonhosa) em 17 milhões de euros, e não apoiar um sector de saúde nacional moribundo? A verdade é que muitos poderão achar demagógico ou até populista fazer esta questão concreta. Acho que faltam colocar mais questões desta natureza aos partidos do arco do poder que estão aos comandos políticos de Portugal desde 1974.

Não deixa de ser extraordinariamente irónico que a maioria dos Portugueses só usa o táxi para ir aos centros de saúde ou hospitais. No entanto, não estão isentos do pagamento deste serviço mesmo depois de terem financiado o upgrade de um classe C para um classe E.

Alexandre Krauss
Capacitar Portugal por um novo Futuro

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