As Velhas Fendas

Estou desde Outubro de 2015 (data das últimas eleições gerais) a partilhar consigo as dúvidas e receios da política seguida pelo actual Executivo Governamental. Chamei de populistas parte das medidas que o Primeiro Ministro aplicou. Populistas, pois vinham agradar a todos os que sofreram cortes nos seus salários, pensões ou os que viram a sua carga fiscal aumentar. Populistas, pois todas estas medidas foram pura cosmética para cumprir uma promessa eleitoral. A realidade, contra o que é assumido por este Executivo, é que os Portugueses continuam a ter a mesma carga fiscal (56,5% contra 39% da União Europeia – http://www.tradingeconomics.com/po…/personal-income-tax-rate) desde 2013 aquando do Governo de Passos Coelho.15894353_1480611528623541_1083750218524704188_n

Naturalmente que esta realidade produziu consequências. A primeira foi que ao promover o alívio da carga fiscal em simultâneo e em múltiplas rubricas nada de bom poderia acontecer visto que a receita fiscal era igual ou menor que anteriores anos. Decidiu-se antes por uma política “colocar para debaixo do tapete” sabendo de antemão que mais tarde ou mais cedo estas decisões reverteriam negativamente.

A segunda consequência derivou num péssimo conjunto de novas soluções fiscais para compensar o déficit do Orçamento do Estado. Estas geraram novas desconfianças nos mercados financeiros e acima de tudo retraíram os grandes investimentos que estavam em curso nomeadamente Americanos e Britânicos que ainda hoje permanecem cristalizados. De modo simples, o Executivo consciente da urgência de soluções, partiu para o que chamo de “terrorismo fiscal”.

A notícia do aumento dos juros da dívida portuguesa que a 5 de Janeiro de 2017 superaram o limite “psicológico” de 4%, é infelizmente para os Portugueses mais um sinal visível do que vem a caminho. Do mesmo modo, a época extraordinária para regularização de dividas fiscais e à segurança fiscal nada mais é que um adiar contabilístico da realidade.

A falta de qualidade política e técnica nos quadros dos principais partidos e a falta de disponibilidade para os melhores profissionais servirem sob o comando de Executivos Governamentais Rosa & Laranja retrata a total falta de confiança dos Portugueses para com os partidos que dominam Portugal desde Abril de 1974. Esta falta de competência generalizada (e também coragem) produz os gravíssimos e sistémicos problemas que o sector público continua a infligir ao futuro de todos os Portugueses.

Alexandre Krauss
Pensar Portugal. Construir Um Futuro.

No twitter | @AlexandreKrausz
No instagram | alexandre.krauss

 

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