Este Portugal Resignado é um Portugal sem Futuro

Em Portugal vive-se um momento extremamente delicado e de grande dúvida. A propaganda política atinge níveis sem precedentes confundindo e escondendo dos cidadãos problemas e realidades passadas, presentes e continuamente esvaziando o futuro dos Portugueses.

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A realidade sobre o sector público é um mistério e a pressão fiscal sobre as micro empresas e PME’s surreal. Os juros da dívida Portuguesa não param de crescer, o investimento estrangeiro estagnou desde 2015 e Portugal perdeu 13 posições no Índice de Liberdade Económica de 2017 caindo para o 77º lugar, de acordo com o relatório anual da Fundação Heritage. Esta é uma queda massiva de uma posição anterior já muito pouco digna e revela um Estado dominante e constrangedor da actividade económica nacional. Mas releva também um Estado que continua a crescer. Um Estado que aumentou o número de funcionários públicos, um Estado que ignorou e reverteu reformas. Um Estado que não pára de condicionar o crescimento da economia e a sustentabilidade da mesma. 

A verdade sobre o País coloca-se para “debaixo do tapete” com uma imparcialidade e arrogância característica de décadas da única e verdadeira geringonça em Portugal: a rosa & laranja. Portugal não tem uma estratégia de compromisso transversal à sociedade quanto mais ao universo político dominado por “Lordes & descendentes” que ditam a seu belo prazer e para seu contentamento, o rumo (ausente) de Portugal desde Abril de 1974. Este é um País dominado pelo medo de cortes nas reformas e salários mantidos pelo Estado. Esta é a realidade a que chegámos e onde estamos continuamente atolados.

A sustentabilidade e a qualidade futura da vida dos nossos filhos ou netos está comprometida. Num Portugal infectado pela mediocridade do recibo verde, sub-emprego e inacreditável desemprego jovem, como podemos validar discursos rosas & laranjas de sorriso brilhante a atestar que o futuro é brilhante?  

Veja: é de 39% o valor que o cidadão Europeu paga em média de impostos anualmente. Aqui em Portugal as coisas são bem diferentes! Você, eu, todos pagamos em média 56.4% (consulte: http://www.tradingeconomics.com/portugal/personal-income-tax-rate). De facto na Suécia ou Dinamarca os cidadãos pagam tanto quanto os Portugueses. Mas (vamos lá ao “mas”), os salários mínimos destes dois Estados são de €1600 e €2400 respectivamente, a educação nestes Países é das melhores do Mundo (e gratuita), a saúde é gratuita…etc. 

Em Portugal sucessivos Governos atacaram aquilo que continuam a não conseguir fomentar e é sua obrigação: educação. O Estado deve garantir uma educação de qualidade e focada (também) nas tendências futuras da economia ajudando a aumentar os níveis de empregabilidade sem constranger as liberdades fundamentais de escolha dos Portugueses. Mas como já não bastasse que tal não fosse a realidade necessária e desejada, o Estado para além de falhar com uma das suas missões fundamentais prefere concentrar as suas energias e atacar, punir e descredibilizar instituições de ensino privado que formam com qualidade jovens Portugueses na maioria das vezes com o esforço e sacrifício das suas Famílias. 

Mas o vírus que fere de morte a democracia e o futuro de Portugal e que não pára de crescer após décadas de arrogância política é a resignação. A resignação induzida aos Portugueses compromete o futuro de Portugal. E porque é urgente e vital eliminar a resignação dos Portugueses e com estes em conjunto pensar Portugal para construir um futuro, tomei a decisão de ajudar a fundar a Iniciativa Liberal que concentra as suas energias e trabalho num Portugal com mais liberdade social, económica e política. A primeira etapa foi concluída no passado dia 16 de Fevereiro de 2017. Foram 3000 os contributos de Portugueses que ajudaram a construir o Manifesto Portugal Mais Liberal. Este foi um trabalho colaborativo e de cidadania singular quase sem precedentes em Portugal. 

O próximo passo já se encontra em produção: Agenda Portugal Mais Liberal 2027 – Onde quero estar em Abril de 2027? Usando a mesma metodologia e a plataforma tecnológica da Iniciativa Liberal, vamos convidar os Portugueses a apresentar as suas ideias num conjunto de áreas fundamentais para o futuro de Portugal. Sobre esta agenda falaremos muito em breve.

Alexandre Krauss

Pensar Portugal. Construir Um Futuro.

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